A Brucelose no homem é de caráter profissional, em que estão mais
sujeitos a infectar-se as pessoas que trabalham diretamente com os animais
infectados (tratadores, proprietários e veterinários) ou aqueles que trabalham com
produtos e subprodutos de origem animal (funcionários de matadouros, laticínios e
laboratórios). As últimas pesquisas de reagentes em matadouros, pela sorologia
indicam a prevalência da Brucelose humana: Bahia em 1972, 10,58% de reagentes,
Belo Horizonte em 1984, 2,1% e Maranhão 1995, 2,17%. (Riet-Correa et all., 1998).
A brucelose bovina é enzoótica e apresenta uma prevalência de 2,3% no
país em 1993, mas com grandes diferenças entre as regiões. No Rio Grande do Sul
a prevalência da brucelose bovina vem se mantendo em torno de 0,2%. (Riet-Correa
et all., 1998).
A prevalência em Santa Catarina é de 0,59 % (Martins et all., 1996). Esta
prevalência encontrada no estado, foi obtida através da coleta de 6.960 amostras de
soro sanguíneo de bovinos em 2.320 propriedades. Na microrregião dos campos de
Lages composta pelos municípios de: Anita Garibaldi, Cerro Negro, São Joaquim,
Bom Jardim da Serra, Campo Belo do Sul, Ponte Alta, Lages, São José do Cerrito,
Ponte Alta do Sul, Correia Pinto, Otacílio Costa, Palmeira, Bocaina do Sul, Painel,
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Mosca branca (Renan Azambuja)
Mosca branca
Períodos secos e quentes favorecem o desenvolvimento e a dispersão da praga, sendo, por isso, observados maiores picos populacionais na estação seca. São hospedeiros preferenciais da mosca-branca: algodão, brássicas (brócolos, couve-flor, repolho), cucurbitáceas (abobrinha, melão, chuchu, melancia, pepino), leguminosas (feijão, feijão-de-vagem, soja), solanáceas (berinjela, fumo, pimenta, tomate, pimentão), uva e algumas plantas ornamentais como o bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima). Tem sido detectada também em plantas daninhas como o picão, joá-de-capote, amendoim-bravo e datura.Biologia - Os adultos da mosca-branca são de coloração amarelo-pálida (Figura 1). Medem de 1 a 2 mm, sendo a fêmea maior que o macho. Quando em repouso, as asas são mantidas levemente separadas, com os lados paralelos, deixando o abdome visível. A longevidade do inseto depende da alimentação e da temperatura. Do estágio de ovo ao de adulto o inseto pode levar de 18 a 19 dias (com temperaturas médias de 32 °C). O ovo, de coloração amarela, apresenta formato de pêra e mede cerca de 0,2 a 0,3 mm. São depositados pelas fêmeas, de maneira irregular, na parte inferior da folha. A duração dessa fase é de seis a quinze dias, dependendo da temperatura. As ninfas são translúcidas e apresentam coloração amarela a amarelo-pálida (Figura 2). - Como vetor de vírus (diferentes espécies de geminivírus), pode causar perdas substanciais na cultura do tomateiro (40% a 70%). Quando o vírus infecta as plantas ainda jovens, essas têm o crescimento paralisado. Nos últimos anos, com o estabelecimento da mosca-branca B. argentifolii no ecossistema do tomate, sintomas generalizados de geminivírus foram observados nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Pernambuco (Submédio São Francisco) e no DF. Os sintomas da doença encontram-se descritos em doenças causadas por vírus.
Danos - Por sucção direta: ao sugar a seiva das plantas, com a introdução do estilete no tecido vegetal, os insetos (adultos e ninfas) provocam alterações no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta, debilitando-a e reduzindo a produtividade e qualidade dos frutos. Em casos de altas densidades populacionais, podem ocorrer perdas de até 50% da produção. Infestações muito intensas ocasionam murcha, queda de folhas e perda de frutos. Em tomate para processamento industrial, ocorre o amadurecimento irregular (Figura 3) dos frutos, provavelmente causado por uma toxina injetada pelo inseto. Isso dificulta o reconhecimento do ponto de colheita dos frutos e reduz a produção e a qualidade da pasta. Internamente os frutos são esbranquiçados, com aspecto esponjoso, ou "isoporizados" (Figura 4) .
Controle cultural - Consiste no emprego de práticas agrícolas rotineiras para criar um agroecossistema menos favorável ao desenvolvimento e à sobrevivência dos insetos.
a) Plantio de mudas sadias — Quanto mais cedo ocorrer a infecção das plantas pelo vírus transmitido pela mosca-branca, mais danos serão observados, com conseqüente redução da produção. Recomenda-se: produzir as mudas longe de campos contaminados pelo geminivírus e da mosca-branca e longe do local definitivo de plantio; proteger a sementeira com plástico, tela ou tecido; proteger as mudas desde a sementeira até os primeiros 30 dias após o transplante, com inseticidas registrados para a cultura; aplicar inseticida nas mudas, antes do transplante; selecionar mudas sadias e vigorosas para o transplante; e não transplantar antes dos 21 dias.
b) Uso de barreiras vivas — O objetivo é impedir ou retardar a entrada de adultos da praga na lavoura. As barreiras devem ser perpendiculares à direção predominante do vento e, quando possível, rodear a lavoura. Podem ser usados sorgo forrageiro, milho ou outra planta similar. Por ocasião do transplante do tomate, essas plantas devem estar com 1,0 m de altura. Se possível, deve-se utilizar para barreira plantas que possam ter outra utilidade, como forrageiras, ou plantas para alimentação humana.
c) Uso de armadilhas — Sua finalidade é atrair e reduzir a população de adultos de mosca-branca. Usam-se lonas, plásticos, potes de plástico, nylon ou etiquetas, de coloração amarela (cor que atrai o inseto), untadas com óleo. As armadilhas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas do cultivo.
d) Manutenção da lavoura no limpo — É necessário eliminar as plantas daninhas hospedeiras de viroses antes do plantio e nos primeiros dias do estabelecimento da lavoura.
e) Eliminação de restos culturais — Restos de plantas não colhidas devem ser incorporados ao solo, para impedir a formação de um nicho de sobrevivência para ovos, ninfas e adultos de mosca-branca. É importante que os vizinhos da propriedade façam o mesmo.
f) Plantio de cultivares resistentes — Quando é difícil combater o vetor, a resistência ao vírus é a única opção para controlar o problema. Com tomate, em muitos países, estudos têm mostrado bons resultados com o plantio de cultivares resistentes às viroses.
Controle químico — É o tipo de controle mais generalizado, embora na maioria das vezes feito de forma irracional. Para a eficiência do controle químico, devem ser utilizadas as seguintes medidas:
· Inseticidas — Os produtos registrados para o controle da mosca-branca estão listados na Tabela 1. Devem-se utilizar as dosagens recomendadas nos rótulos. O emprego de óleos (0,5% a 0,8%), sabões e detergentes neutros (0,5%) com aplicação em alta pressão vem sendo recomendado. Esses produtos reduzem a oviposição de mosca-branca e causam transtornos no desenvolvimento das ninfas, especialmente no primeiro estádio. As ninfas não se alimentam na superfície tratada com óleo e morrem desidratadas.
· Aplicação de produtos em rotação (espacial ou temporal) — Populações de mosca-branca da espécie B. argentifolii resistentes aos diversos princípios ativos são rapidamente selecionadas quando os produtos são aplicados intensivamente. A rotação entre os diversos grupos químicos (Tabela 1) deve ser utilizada para aumentar a vida útil dos inseticidas. Não é recomendado aplicar um só produto ou aumentar sua dose, pois isso favorece a seleção de populações resistentes. A mistura de inseticidas não é eficiente e não deve ser efetuada, com exceção de misturas registradas.
Controle biológico - Várias espécies de inimigos naturais têm sido identificadas em associação com o complexo de espécies de mosca-branca. No grupo de predadores, foram identificadas dezesseis espécies das ordens Hemiptera, Neuroptera, Coleoptera e Diptera. Entre os parasitóides, identificaram-se 37 espécies de micro-himenópteros. Os parasitóides dos gêneros Encarsia, Eretmocerus e Amitus são os mais comumente encontrados. No grupo de entomopatógenos, várias espécies são citadas, como: Verticillium lecanii, Aschersonia aleyrodis, Paecilomyces fumosoroseus e Beauveria bassiana. A adoção de medidas de controle adequadas – tais como práticas culturais, cultivares resistentes e uso racional de inseticidas – pode favorecer o aumento dos inimigos naturais.
epidemiologia da brucelose bovina
Situação no Brasil
A brucelose bovina é uma doença endêmica no Brasil, tendo sido diagnosticada em todos os estados da
Federação; contudo existem marcadas diferenças na prevalência da infecção por B. abortus entre os estados. Em
estudo sorológico realizado pelo Ministério da Agricultura em 1975, foi observada prevalência de 4,0% na
região Sul, 7,5% na região Sudeste, 6,8% na região Centro-Oeste, 2,0% na região Nordeste e 4,1% na região
Norte (Anselmo e Pavez, 1977; Poester et al., 2002). Vários outros estudos, realizados nas décadas de 1980 e
A brucelose bovina é uma doença endêmica no Brasil, tendo sido diagnosticada em todos os estados da
Federação; contudo existem marcadas diferenças na prevalência da infecção por B. abortus entre os estados. Em
estudo sorológico realizado pelo Ministério da Agricultura em 1975, foi observada prevalência de 4,0% na
região Sul, 7,5% na região Sudeste, 6,8% na região Centro-Oeste, 2,0% na região Nordeste e 4,1% na região
Norte (Anselmo e Pavez, 1977; Poester et al., 2002). Vários outros estudos, realizados nas décadas de 1980 e
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